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Computadores

Desde muito pequeno minha mãe sempre notou que eu tinha uma certa atração por equipamentos eletrônicos, como rádios, gravadores, toca fitas, etc. Eu pegava peças e brinquedos e montava "painéis de controle" de naves espaciais e coisas do gênero. Quando aprendi a escrever, comecei a criar (e datilografar) histórias de robôs, cada um com suas características físicas e de personalidade, que interagiam com duas crianças através da tela de uma televisão, por onde elas se teletransportavam para o mundo deles. Precisa de mais provas que eu desde pequeno sempre pensava em tecnologia? :)

Tudo começou quando a empresa do meu pai comprou o primeiro computador em 1986: um PC XT 4,77 Mhz, com incríveis 640 Kbytes de memória RAM, sem disco rígido e com dois drives de disquete 5 1/4 e um monitor CGA verde. Era só colocar o disquete do tal "PC DOS" e ter um monte de funções, como calculadora, editor de texto e até mesmo alguns joguinhos tipo "Atari". Tudo aquilo me chamou a atenção, e aos poucos fui lendo e aprendendo sobre hardware, DOS, Basic, e usando programas da época como Side Kick, WordStar, Print Master, Norton, e alguns outros clássicos. Mais adiante, por volta de 1988/1989, começaria a estudar programação, começando pela simples linguagem Basic e depois passando para coisas mais avançadas como DBase II, Clipper 85 e QBasic.

Atualmente, depois de ter feito faculdade de processamento de dados (Fatec) e estudado um monte de linguagens de programação, posso dizer que não fico um dia sem ligar meu computador, ainda mais com o advento da Internet. Mais do que isso, trabalhei 8 anos em uma empresa da área e depois montei a minha própria, no qual faço sites e sistemas. Computador para mim é algo tão básico quanto água.



Música eletrônica

Quando comecei a ouvir música, as rádios ainda eram muito presas ao tradicional rock e pop. Somente por volta de 1990 é que a música eletrônica, computadorizada, começou a aparecer mais. Justamente nesta época é que comecei a ouvir mais rádio, então pude acompanhar várias de suas etapas. Com a mesmice do rock todos os anos, e com frustradas tentativas de torná-lo pesado e sem melodia, a música eletrônica entrou nas minhas veias de forma definitiva com artistas como Pet Shop Boys, New Order e Information Society, este último responsável por tudo, no qual sou fã até hoje e tenho um site sobre a banda. Snap, DJ Bobo, Fun Factory, Whigfield, C&C Music Factory, Nicki French, MC Sar, Ice MC, Corona, Double You, entre tantos que fizeram minha cabeça. É um gênero musical com altos e baixos, com ótimos projetos e artistas, hits inesquecíveis, mas também com artistas "de momento" e músicas e estilos para "gente estranha em lugares estranhos", mas com potencial: variedade de instrumentação, possibilidades de construção musical e constantemente em transformação com vários sub-gêneros, alguns passageiros, como dance comercial, eurodance, house music, tekhouse, electro house, vocal trance, etc. Mas é algo que não consigo mais viver sem.



Deejay

Ouvindo grandes rádios dos anos 90 como Jovem Pan 2, Transamérica, Nova FM, Cidade e Metropolitana, comecei a me interessar pelo papel do DJ. Meus favoritos eram o Iraí Campos e o Ricardo Guedes. Fiquei viciado nos programas "Adrenalina" da Transamérica, "Grave Agudo" da Nova FM e o "Dá de Dez" da Cidade. Sempre tive jeito para música (até flauta eu já toquei) e não foi difícil entender que o papel do DJ era "juntar as batidas" das músicas. Meio que sozinho, comecei a contar quantas batidas algumas músicas tinham por minuto (nem eu sabia que sem querer estava descobrindo o termo BPM, básico nas mixagens). E depois pegava músicas com contagem igual e tocava junto, usando dois tocadores de fita K7. Mesmo totalmente sem técnica, e sincronizando as músicas segurando o rolo de fita com a ponta de uma caneta, já era um começo. Mas tudo só andou mais quando surgiu a Hot 97, posteriormente Energia 97, onde virei o webdesigner do site deles e que me abriu portas para conhecer o DJ Ronaldinho, outro ídolo meu da época da rádio Cidade. Comecei fazendo sets para o site dele e o hobby foi crescendo até eu montar o Live Mix, onde mixo toda semana. Puro hobby, sem dinheiro, mas é divertido.



Information Society

Desde os 12 anos que eu escuto música e aos poucos fui tendendo a ouvir cada vez mais música eletrônica. Uma das bandas que me fez amar a música eletrônica foi a americana Information Society, formada por Kurt Harland, Paul Robb e James Cassidy, que fez muito sucesso no Brasil entre 1988 e 1993. Com a Internet, comecei a pesquisar muito sobre a banda e conheci muitas pessoas, do qual a maioria mantenho contato até hoje. Com a Internet, tive oportunidade de ter contato com todos os membros da banda, que me apoiaram na criação de um fã clube oficial. Em agosto de 2006, o InSoc veio ao Brasil para um show de flash back e participei de um encontro reservado com a banda (até jantei com eles e eles fizeram questão de pagar a conta hahaha). No meu site, InSoc Brasil, além de bater papo com os membros praticamente todos os dias, coloco informações antigas e recentes sobre o InSoc, incluindo fotos e trechos das músicas.



Referências:

  • www.insoc.com.br
  • www.livemix.com.br
  • www.97fm.com.br
  • www.djronaldinho.com
  • www.fatecsp.br
    InWeb Internet
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