Energia 97
A energia que move São Paulo. É o slogan da Energia 97, sem dúvida a melhor rádio de São Paulo para quem curte música eletrônica, que cai como uma luva para a qualidade de sua programação. Uma rádio descontraída, que toca dance music de verdade, com programas bem bolados, bons locutores, bons DJs, e o principal, muitas novidades em primeira mão.
Quando comecei a ouvir rádio em 1988, comecei ouvindo as rádios Cidade e Transamérica, que tinham boas programações, bem semelhantes. Na época, ouvia de tudo, rock, pop e dance, já que foram períodos em que o rock e o pop eram de qualidade. O incrível da Transamérica é que a programação, o estilo apresentado,
é a mesma até hoje, não mudou nada com o passar do tempo. Não sei dizer se isso é bom ou não. A Cidade variou um pouco, mas logo virou brega (Sucesso), e abandonei-a completamente. Depois comecei a ouvir a Jovem Pan 2, que tinha uma cara mais dance do que a Transamérica. Nesta época, a então emissora que ocupava a frequência 97,7 Mhz tocava rock. Ouvi bastante a Jovem Pan, até que apareceu uma excelente rádio, a Nova FM em 90,5 Mhz. Era a rádio perfeita, que tocava o que eu queria ouvir. Com ótimos locutores e programas, com destaque a pessoas como Bob Fernandes e DJ Ricardo Guedes, e programas como o Lunch Break e As Véias da Nova, ouvi a Nova durante vários anos, no início da década de 90, principalmente. Mas, alguns anos depois, a rádio mudou e começou a tocar música nacional, MPB e variantes. Era o fim da rádio que eu gostava. Por sorte, a rádio Metropolitana tinha um pouco da tendência da antiga Nova FM. Ouvi pouco a Metropolitana na época, porque a Jovem Pan 2, em paralelo, mudou sua programação e transformou-se em rádio dance. Nesta época ouvia 90% de Jovem Pan e 10% de Metropolitana.
Aparecia, então, uma rádio nova, a Hot Nine Seven, substituindo a até então 97 FM (rock). Ela era a cara da Nova FM, mesmo estilo, e foi o que me chamou a atenção. Fiquei sabendo no futuro que isso não era mera coincidência, que o que existia atrás da nova 97 era na verdade a própria Nova FM. Nesta época, estava ouvindo três rádios! A Metropolitana, durante alguns meses, começou a tocar rock e músicas nacionais, e foi suficiente para que eu abandonasse a rádio (em anos mais recentes, voltou ao dance por muito tempo e em seguida começou a virar rádio "toca tudo", de dance à pagode). A Jovem Pan, mais tarde, mudaria um pouco sua programação, voltando mais para o pop. Sobrava a Hot Nive Seven, a única com programação impecável, eletrônica. Num certo ano que não lembro qual foi, a Hot Nine Seven começou a tocar música nacional não-eletrônica! Socorro! Estava desesperado, não tinha rádio boa para ouvir! Voltei para Jovem Pan, mesmo com o som misturado e também a Metropolitana, que por sorte mudou um pouco o estilo e eu conseguia ouvir.
Surge então, a mudança completa da 97 FM, passando de Hot Nine Seven para Energia 97. Os bons tempos estavam de volta. Abandonei a Jovem Pan, e comecei a ouvir a Metropolitana e a Energia em paralelo. Até que um dia, em 99, resolvi escolher e escolhi acertadamente ficar na Energia. Minha escolha foi mais pelo fato que a Metropolitana estava ficando maçante e sem brilho, e a Energia tocava flash backs, o que eu gostava muito. E mais, com o site da Energia, comecei a frequentar o chat no horário do programa Comando 97, apresentado pelo Alexander Hunt, e conhecer muitas pessoas legais.
Com um programa de 4 horas, o Comando 97 me prendia muito a atenção, o Alex sempre falava do chat na rádio, conversava conosco, lia mensagens enviadas por pager no ar (que por sinal, por trabalhar com esta área da Pagenet, operadora que eles usavam, lia as mensagens enviadas para ele antes mesmo de chegar no pager dele!). Mandei muitas mensagens para o pager, inclusive algumas brincadeiras que deixei o Alex de calças na mão algumas vezes, e o pior, ao vivo :)
Na época da saída do Alexander da rádio, eu já apreciava muitos programas da programação da rádio, ouvia quase todos, desde o início da manhã com o Energia na Véia, até o Comando 97 no início da madrugada.
Mas tinha um que era especial entre todos, o Lunch Break, apresentado por Domênico Gatto (que eu já conhecia de longa data, na Metropolitana) e mixado pelo DJ Ronaldinho (já conhecido também, por ser um dos meus preferidos, junto ao Ricardo Guedes e Iraí Campos). Os dois também sempre falavam do chat, animavam o pessoal e liam emails ao vivo (e eu, claro, já deixei os dois com as calças na mão também, mandando emails usando o nome de Paulão da Vila Mariana - espero que eles nunca leiam isso!). Por esses motivos, comecei a ouvir o programa todos os dias, e continuo até hoje. Como se não bastasse, conheci o Dexter, meu amigo até hoje, que em apresentou à todos da rádio, em especial ao DJ Ronaldinho do qual virei amigo pessoal, e em pouco tempo estávamos, junto com minha irmã, encabeçando a equipe de desenvolvimento Web da rádio.
A Energia oscilou sua programação por algumas vezes, a pior delas foi na época do funk que, influenciada ($) pelas gravadoras, tocava os piores funks cariocas que um paulista poderia ouvir. Mais recentemente, a programação começou a ter black music, porém este é bem aceitável por ser um ritmo interessante e melodioso. A Energia evolui cada vez mais, mostrando sua força e crescendo como nunca, tanto que a rádio não possui mais concorrentes em todo o dial FM dentro do gênero música eletrônica.
Se você gosta de música eletrônica não pode deixar de ouvir a rádio. Sintonize-a em 97,7 FM em São Paulo, ou em todo o Brasil pelo canal 97 da TecSat ou ainda pela Internet, no www.97fm.com.br!. Programas como o Clubtronic, Comando 97, Lunch Break, Energia na Véia, House Definition (do grande Ricardo Guedes) e Terremoto (DJ Marky!) são um prato cheio para quem quer apreciar o melhor da música eletrônica.